Portuguesa começou tomando a iniciativa no ataque. O Vasco
demorou a ajustar sua marcação e deu alguma liberdade ao time da casa, que não
conseguiu criar chances claras de gol. Ricardo Jesus chegou a assustar,
perdendo uma boa oportunidade. Mas, fora as investidas de Raí pela esquerda, a
Lusa não se mostrava perigosa. Aos poucos, o Vasco equilibrou o jogo, usando como recurso o
toque de bola até que os espaços surgissem. E passou a lançar mão do lado
direito, sua principal arma, como forma de levar perigo. E foi exatamente por
ali que construiu a jogada que garantiria sua vitória, aos 21 minutos. Após
tabela com Eder Luis, Fagner avançou pelo lado esquerdo. Mesmo derrubado por
Raí, o lateral insistiu e cruzou para área. Alecsandro emendou de bicicleta,
num chute cruzado que entrou do lado direito do goleiro Gledson. Um golaço.
A desvantagem obrigou a Portuguesa a se ir ao ataque,
deixando alguns espaços que, entretanto, o Vasco não soube aproveitar. O time
paulista tentava chegar com consistência, mas esbarrava na falta de um
meio-campo criativo, que pudesse articular as jogadas. O camisa 10 Léo Silva -
volante de origem - e Boquita não conseguiam fazer a função. Apesar dos três
zagueiros, a Lusa não tinha os alas como força ofensiva.
Enquanto isso, o Vasco esperava o adversário para encaixar
os contra-ataques. Apesar do esforço de Fagner e Eder Luis, sempre pela
direita, o restante da equipe, principalmente os homens de meio-campo,
continuavam a errar passes. Alecsandro teve uma boa chance de ampliar a
vantagem, mas o primeiro tempo terminou logo depois que a Portuguesa teve sua
melhor oportunidade. Fernando Prass fez boa defesa em chute cruzado de Boquita,
aos 44 minutos.
Lusa pressiona e levanta bolas na área, sem sucesso
No segundo tempo, o técnico Geninho fez duas modificações
que mudaram a cara da Portuguesa. As entradas de Michael e Ricardinho deram
mais velocidade à equipe, que tomou as ações ofensivas e fez o Vasco se
complicar. Mesmo aplicado e eficiente na marcação, o time cruz-maltino errava
muitos passes e não conseguia contra-atacar com eficiência. Enquanto isso, a
torcida vascaína - que tomava grande parte do Canindé - pedia a entrada de
Carlos Alberto.
Aos 24 minutos, o meia entrou no lugar de Diego Souza, que
saiu vaiado. Ao mesmo tempo, Cristóvão Borges trocou Fellipe Bastos por
Chaparro. Apesar das mudanças, a partida seguiu com a Portuguesa dominando,
pressionando o Vasco e criando muitas chances de ataque. No entanto, não
mostrava competência nas finalizações.
Se cometeram uma falha decisiva na bola aérea contra o
Corinthians, dessa vez os vascaínos - com Douglas no lugar de Rodolfo na
segunda etapa - se saíram bem nos constantes cruzamentos na sua área. E
contribuíram para a vitória no Canindé.
Comentário do Blogueiro.
Casaca, Casaca, Casaca Vascaínos.
Felizmente a vitória veio ontem depois de um jogo sofrido. Foi lindo o gol do nosso Alecgol. Coroando todo o trabalho do grupo. Infelizmente fomos ROUBADOS na libertadores por esses juizes medíocres. Digo do gol anulado no 1º jogo. Voltando ao brasileiro continuo descordando do nosso treinador. Não precisamos sofrer tanto, vamos colocar nosso vascão no ataque. Uma boa semana a todos os Vascaínos e bom descanso aos nossos guerreiros, pois 3 dias de folga não é todo dia!
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